Gestão da Cadeia Fria

Gestão da Cadeia Fria

O objetivo de manter uma cadeia de frio ininterrupta é o de preservar, ampliar e garantir a vida útil (shelf life) de produtos perecíveis e assim assegurar sua qualidade e evitar riscos para o consumidor. Em outras palavras, manter a qualidade e as características originais do produto e impedir a proliferação de microorganismos e de suas toxinas, adiando o processo natural de decomposição do produto é imprescindível. Nesse eBook procuramos destacar e evidenciar técnicas para aprimorar a gestão da cadeia fria, evitando custos e perdas.

Quando se trata da segurança de  alimentos, o foco deve estar na  prevenção, não no controle dos  danos após um incidente. Reagir  a um problema de segurança de  alimento após o acontecimento,  é sempre menos eficaz do que  prevenir a sua ocorrência.

Logo, estabelecer e aplicar as boas  práticas regulatórias é essencial,  fator inegável de sucesso. Entre as ferramentas da qualidade  existentes e aplicáveis ao setor,  está a Análise de Perigos e Pontos Críticos de Controle (APPCC).

Quando o alimento em questão  necessita permanecer em ambiente  de temperatura controlada, é  necessário assegurar que a sua  cadeia de frio seja mantida dentro  dos parâmetros de segurança e de não proliferação de microorganismos, da produção até o  consumidor final.

Pequenas variações temporárias de  temperatura podem até ser toleradas.  Porém, é necessário conhecer os  riscos de uma eventual oscilação de temperatura e fazer os ajustes cabíveis no menor tempo possível.

POSSÍVEIS ETAPAS  DA CADEIA DE FRIO  ATÉ O CONSUMO

  • Recepção de insumos perecíveis;
  • Processamento, separação, embalagem;
  • Passagem por túneis de congelamento;
  • Armazenagem frigorificada, tanto para produto resfriado como congelado;
  • Transporte e distribuição;
  • Acondicionamento em balcões, gôndolas e  expositores de lojas, mercados e restaurantes;
  • Acondicionamento em geladeiras e freezers.

BENEFÍCIOS DA UNIFORMIDADE DE TEMPERATURAS  NOS DIVERSOS AMBIENTES E ETAPAS

A manutenção da  temperatura uniforme em  ambientes de estocagem  não só diminui riscos  como gera economia de energia. Ainda que o pessoal  próprio esteja treinado,  quem vende alimentos  perecíveis precisa pensar  em todos os envolvidos até que o item chegue ao consumidor. Se esses  envolvidos têm o cuidado,  treinamento, estrutura para que o produto chegue ao consumidor na melhor  qualidade possível.

A diversidade de etapas  e atores envolvidos em  toda a cadeia de frio de alimentos perecíveis, indicam a complexidade em assegurar a condição  adequada de manuseio e  conservação.

Como saber se em todos  os ambientes da cadeia  de frio a temperatura foi  mantida como deveria ou  pelo menos não colocou o  produto em risco?

Uma cadeia de frio contínua se faz com uma  série ininterrupta de atividades de produção,  armazenamento, transporte e distribuição de produtos mantidos sob refrigeração. Para tanto, são usadas salas resfriadas, câmaras frias, meios de transporte com capacidade de manter e gerar frio, embalagens adequadas,  tecnologias de monitoramento, etc.

A condição adequada da cadeia de frio, da  produção até a entrega ao consumidor final, traz desafios que variam dependendo do produto, processo de produção, logística  e distribuição.

Importante sempre lembrar que cada produto  tem uma condição ideal de preservação no que se refere ao parâmetro de temperatura.

Além disso, o controle de umidade também  pode ser relevante em alguns casos.

BENEFÍCIOS DA AUTOMAÇÃO  NA CADEIA DE FRIO

A automação na cadeia de frio ajuda a  reduzir processos manuais repetitivos e  aumentar a produtividade e qualidade,  também é capaz de reduzir custos com energia, auxiliar no cumprimento  de normas regulamentares, reduzir  riscos com perdas e melhorar o  ambiente de trabalho.

Alguns exemplos de automação  na cadeia de frio são: automação da produção ou processamento, do  armazenamento, da seleção e separação  de pedidos e do monitoramento de produtos específicos durante o transporte ou armazenamento.

E A TEMPERATURA, FOI MANTIDA  NO TRANSPORTE?

Imagine uma situação de produtos fracionados,  ou que exijam o uso do modal de transporte  rodoviário combinado com o aéreo. Difícil? Pois saiba que isso é bem corriqueiro para  produtos biológicos.

Agora imagine estruturas menores, que  lidam com volumes menores. Ainda que elas  completem um caminhão frigorífico ou se faça o co-loading (embarque junto com outras empresas para o mesmo destino), como saber se o transporte não diminuiu a vida útil do  produto pelo não fornecimento de frio durante  toda a viagem?

E, havendo interrupção de frio, como saber por  quanto tempo o produto esteve nessa condição?

COMO ESTÁ O DESEMPENHO DO  FRIO NA ARMAZENAGEM?

O desempenho do frio refere-se à  manutenção adequada da temperatura  para o produto armazenado.

Quando se fala em armazenagem, igualmente há um universo variado  de locais de estocagem de alimentos e perecíveis. Câmaras frias são de portes  diversos e podem ter distribuição desigual de frio. Geladeiras e freezers podem sofrer aumento de temperatura interna  em momentos como abertura de portas ou em casos de interrupção no  fornecimento de energia.

Os impactos de tais situações na  qualidade dos itens estocados só serão  conhecidos se houver monitoramento  específico e contínuo.

COMO UTILIZAR A  CONDUÇÃO DE PERECÍVEIS  E BIOLÓGICOS REDUZINDO  OS PREJUÍZOS?

A logística de materiais, de forma geral, é uma atividade que influencia na rentabilidade  do setor envolvido.

Quando o material é um alimento perecível,  fármaco ou mesmo biológico, há que se ter uma série de cuidados adicionais para o manuseio seguro. É da responsabilidade de quem produz, distribui, compra, transporta e vende assegurar  a qualidade do alimento perecível ou qualquer outro produto manuseado.

TRÊS CATEGORIAS DE  PERECÍVEIS E BIOLÓGICOS

Produtos perecíveis são aqueles  que tendem a perecer, que se  deterioram, que têm um período  de vida curto. Podem ser incluídos nessa primeira categoria, muitos dos  alimentos de consumo diário como:  frutas e legumes, carnes, pescados, flores, lácteos, sorvetes, etc.

Numa segunda categoria incluem-se os medicamentos, cuja logística está nas mãos de distribuidores especializados, devidamente autorizados.

Na terceira categoria temos os  materiais biológicos, produtos  altamente perecíveis cujos cuidados  devem ser ainda mais específicos.

Entenda-se por material biológico  todo material que contenha  informação genética e que seja  capaz de autorreprodução ou de ser reproduzido num sistema  biológico. Estão nessa categoria as amostras de materiais humanos (e animais) provenientes de coletas  para exames laboratoriais diversos.

Nos primeiros dois grupos de  materiais a transferência dos  produtos dos seus pontos de  produção até o consumidor,  deve manter a integridade e  as propriedades originais e,  assim assegurar a qualidade e estender a vida útil do  alimento perecível ou de cada  item o máximo possível.

Alguns materiais biológicos  podem se enquadrar em produtos perigosos para o transporte, caso sejam  contaminantes. As atividades de transporte normalmente envolvem o trânsito de amostras entre laboratórios, clínicas, hospitais e centros de  pesquisas. Além de assegurar o ambiente adequado de coleta, são itens que requerem um rigoroso acompanhamento,  classificação, e rotulagem para seu manuseio e  transporte, atendendo às normas pertinentes.

A Anvisa – Agência Nacional  de Vigilância Sanitária é quem  estabelece as boas práticas de conservação e manuseio de alimentos, medicamentos e produtos biológicos. Emite  autorizações de transporte,  de distribuição, de uso de  embalagens, entre outros.

ACONDICIONAMENTO E  MONITORAMENTO

A manutenção das propriedades  originais dos materiais biológicos  e, a maximização do tempo de vida dos produtos perecíveis tem no monitoramento da condição de temperatura um dos principais parâmetros. Tanto na armazenagem como no transporte. Umidade, ventilação, vibração, incidência de gases são alguns outros parâmetros passíveis de acompanhamento específico.

O acondicionamento do produto é definido de acordo com as suas características e o seu manuseio. Por exemplo, frutas colhidas da fazenda, passam pelo processo de  higienização, classificação, embalagem individual, para depois de colocadas em caixas de papelão, serem paletizadas para o transporte de médias e longas distâncias.

Devido à sua sensibilidade, devem ser mantidas com menor exposição  ao ambiente natural, em temperatura  controlada, condição essa recomendada também para o seu transporte.

A ESCOLHA DO MEIO  DE CONDUÇÃO DE PERECÍVEIS E BIOLÓGICOS

Conforme a característica do  produto, embalagem, volumes,  distâncias do deslocamento, o  meio de transporte mais indicado é escolhido. Na maioria das vezes, a indústria se vale de operadores logísticos especializados em segmentos determinados, quando não há a especialização interna nessa atividade. É importante que assim seja, pois é mais difícil atingir a eficiência sem  a especialização.

No Brasil especificamente, o  desafio é percorrer as distâncias entre produção e mercado consumidor nas condições atuais  das rodovias. Há quase total dependência do transporte rodoviário para as categorias de produtos mencionadas. Então, veículos com sistema de refrigeração podem ser adequados para o transporte de  alimentos perecíveis e fármacos.  Materiais biológicos tendem a se  manter próximos entre pontos de  coleta e análise, assim veículos  com refrigeração e uso de  embalagens térmicas são meios  adequados para o transporte.

COMO ASSEGURAR QUE OS CUIDADOS TOMADOS  SURTIRAM EFEITO DESEJADO?

Veículos contratados para o transporte  refrigerado têm, via de regra, sistemas  embarcados para assegurar o fluxo de  ar na temperatura requerida para o  transporte. Como praticamente tudo, são passíveis de flutuações e falhas, que podem ou não interferir na vida útil do produto ou na manutenção das suas características. O risco está  intrínseco ao transporte de perecíveis  e novas tecnologias, como os mais diversos sensores, chegaram para  auxiliar na sua gestão.

Plataforma de IoT para o  monitoramento da cadeia de frio.

A solução da 3G SOFT é aplicada no transporte e logística para monitoramento estático e pode ser complementada gateways.

Os dispositivos IoT coletam medidas de temperatura, umidade e abertura de portas do local em que está instalado, conforme intervalo de amostragem definido pelo usuário.

O acionamento e a  configuração dos dispositivos   sem fio são realizados por smartphone e as informações podem ser visualizadas em sua própria tela.

Os dados obtidos identificam a geolocalização e o usuário responsável pela execução da tarefa.

As informações são enviadas à plataforma web, onde os gráficos ficam disponíveis e dados históricos podem ser analisados.

BENEFÍCIOS

  • Reduz custos de obtenção da  informação de temperatura, umidade e aberta de porta.

    Acusa a geolocalização da carga por meio de triangulação, descarga e outros pontos.

    Simplifica e torna flexível a

    obtenção e manuseio dos dados.

    Aponta responsabilidades sobre  os parâmetros monitorados.

    Ampara a tomada de decisão  para priorização da venda de  produtos FEFO (“First-Expire, First-Out”).

    Informações compartilhadas e centralizadas na nuvem e via App.

Ficou interessado em monitorar a  qualidade da sua cadeia de frio? Entre agora em contato conosco  e faça um orçamento!

Teremos  prazer em ajudar.


Recommended Posts

Deixe uma resposta

O seu endereço de e-mail não será publicado. Campos obrigatórios são marcados com *